Mesmo se a Turquia nao reconhece a Republica de Chipre e ocupa uma parte da ilha, seja uma parte da Uniào europeia, os chefs de Estado da UE em primeiro plano e a comissào de Bruxelles começaram as negociaçoes de adesào da Turquia na Europa no dia 3 de outubro 2005.
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Mercredi, 28 septembre 2005
Segunda obra em portuguès de Alexandre del Valle: O Dilemma Turco
A Turquia, mais que qualquer outro pais, representa um problema real como candidata para a entrada na uniào europeia, pais que a Turquia nào è europeia, isto causa um problema de identidade e obriga, pela primeira vez os Europeus à astudar as verdadeiras questoès geopoliticas tendo em conta as limitaçoès geopoliticas, civilizaçao, o futuro, o projecto.
O debate aberto sobre a Turquia na Europa è igualmente uma ocasiao que este pais, parte entre o Oriente e o Occidente, define a sua identidade ambivalente e complexa.
Porque a Turquia é un pais dividido entre um Oueste prospero e uma élite occidentalizada aderindo à ideología oficial laica herdada do kémalismo e a Este islamo-asiàtico majoritàrio voltado para o Medio-Oriente.
Estas duas faces do Janus votaram para um partido politico islamo-conservador enraizado desde 2002 proveniente de um islame radical em progressào permanente desde os anos 80.
No contexto internacional da luta contra o terrorismo islàmico e depois dos atentados de Madrid e do verào 2005 a Istambul, à Londres e à Charm al Cheikh, esta Turquia que ao mesmo tempo candidata à UE e cada vez mais sensivél ao Islame, preocupa nao somente aos oposantes à sua candidatura na Europa como as forças vivas militaro-kemalistas tendo en conta as inquietudes legitimas e as aspiracàes contradictorias dos meios turcos rivais (islamicos tácticamente pro-europeos e os contra europeos kemalistas) Alexandre del Valle e Emmanuel Razavi apresentam neste novo “essai” un quadro concreto da Turquia, vista do interior de la mesmo até ao políticamente correcto : o dos elites prestigiosos
das universidades pro-occidentais e da democracia mas tambèm de un pais que recusa o genocidio armeniano.
Una naçao orgullosa e embebida do um nacionalismo tradicional anatoliena e islamico-ottomano em que se reconhece melhor do que na Europa do cristianismo.
Ao realismo argumentado e lucido de reflexoes geopoliticas de Alexandre del Valle, junta-se o olhar jornalistico de Emmanuel Razavi. As observacoes e reportagens no terreno alimentados por testemunhos de homens politicos, intellectuais e a minoria turca raramente apresentada nos debates. Uma analise da Turquia tal como ela è em 2005-2007.
1. Del Valle è pesquisador em geopoliticas. Ele colabora regularmente à muintas publicaçaès internacionais, cujo o reputado “Totalitarismo islàmico e a invasào das democracias” (“Syrtes 2000) e “A Turquia na Europa, un cavalo de Troia islamista?”, (Les Syrtes 2004), sen esquecer “Guerras contra Europa”, publicado em portugues em 2001 (Hugin e Bom Texto, Portugal/ Brasil).
E. Razavi è jornalista. Ele colabora no Paris Match, Figaro Magazine e Valeurs Actuelles como enviado especial no Medio-Oriente. Sai nomeado do prémio Bayeux-Calvados, dos correspondentes de guerra sobre uma reportagen no Afganistán de Ben Laden.
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